O que fazemos

A UE mantém relações diplomáticas com quase todos os países do mundo. Não só estabeleceu parcerias estratégicas com os principais intervenientes internacionais, como está plenamente empenhada na cooperação com potências emergentes em todo o mundo, tendo assinado acordos de associação bilaterais com alguns dos Estados vizinhos. Além-fronteiras, a UE é representada por uma rede de 140 delegações, que têm funções semelhantes às de uma embaixada.

Apresentamos dez exemplos que ilustram a intervenção da UE a nível internacional com vista à defesa dos interesses da Europa e promoção dos seus valores:

  1. A UE apoia a estabilidade nos Balcãs. Sete países recebem financiamento da UE para os seus projetos de assistência, os quais ajudam a criar sociedades estáveis. A UE enviou para o Kosovo (1) uma força judicial e policial composta por 1900 efetivos para ajudar a garantir o Estado de direito. Os países dos Balcãs Ocidentais são já candidatos ou potenciais candidatos à adesão à UE no âmbito da sua política de alargamento.
  2. Juntamente com as Nações Unidas, os Estados Unidos e a Rússia, a UE é membro do Quarteto, cujo objetivo é promover a paz no Médio Oriente . A resolução do conflito israelo-árabe é uma prioridade estratégica para a Europa. A UE defende a criação de dois Estados independentes com um Estado Palestiniano viável, independente e democrático, a par de Israel e dos seus outros vizinhos.
  3. A UE oferece aos seus vizinhos uma relação privilegiada no âmbito da Política Europeia de Vizinhança . Esta política visa reforçar a prosperidade, estabilidade e segurança de todos os parceiros e evitar o aparecimento de novas fraturas entre a UE alargada e os países do Sul do Mediterrâneo, da Europa Oriental e do Sul do Cáucaso.
  4. A UE desempenhou um papel fundamental nas negociações sobre o protocolo de Quioto relativo às alterações climáticas e, ao manter uma agenda para a redução do teor de carbono na Europa que é, seguramente, uma das mais avançadas e ambiciosas do mundo, assume-se como um interveniente fulcral na luta contra as alterações climáticas, indispensável à concretização dos ambiciosos objetivos da mudança. Atualmente, os esforços da UE concentram-se na criação de uma coligação para obter um acordo juridicamente vinculativo sobre as alterações climáticas.
  5. A UE coopera estreitamente com as Nações Unidas numa série de questões. A crença da UE no multilateralismo reflete a ligação às relações internacionais baseadas em regras negociadas e vinculativas, um princípio que se encontra explicitamente consagrado no Tratado de Lisboa . Na medida do possível, a UE procura substituir ou atenuar as relações de poder substituindo-as por regras e normas, tornando assim as relações internacionais mais próximas do ordenamento interno: mais pacíficas e previsíveis.
  6. A UE realiza missões militares, políticas ou civis para apoiar o processo de paz em vários países da Europa, de África e não só, como no Afeganistão.
  7. A UE está profundamente empenhada na defesa dos direitos humanos e vela por que estes sejam respeitados em todo o mundo. A UE fez dos direitos humanos um dos aspetos centrais das suas relações externas: no diálogo político que mantém com países terceiros; na sua política de desenvolvimento e assistência; ou através da sua intervenção em fóruns multilaterais, como as Nações Unidas.
  8. A UE intervém a uma só voz a nível do comércio externo e defende os princípios de um comércio internacional livre e justo. Uma vez que negoceia a uma só voz, consegue exercer uma verdadeira influência. Em conjunto, os 27 países da UE representam 19 % das importações e exportações mundiais. Uma vez que as suas normas técnicas são amplamente utilizadas à escala mundial, cabe-lhe, frequentemente, estabelecer os termos do debate.
  9. A UE apoia o desenvolvimento social e económico dos seus parceiros e, em caso de catástrofe, está sempre pronta para ajudar. Em conjunto, a UE e os seus Estados-Membros são o principal doador de ajuda ao desenvolvimento e de ajuda humanitária. As suas contribuições representam 60 % da ajuda pública ao desenvolvimento em termos mundiais.
  10. A UE enfrenta grandes desafios em termos da gestão das questões económicas e financeiras internacionais globais, nomeadamente no âmbito do G-20. A UE participa nos esforços em curso para reformar as instituições financeiras internacionais, como o Banco Mundial e o FMI, e para uma nova regulação do setor financeiro internacional. A moeda comum, o euro, confere maior influência à zona euro e ao Banco Central Europeu.