Diga não ao saco de plástico: inquérito nos mercados informais de Cacuaco
Este inquérito teve como objectivo fazer um diagnóstico sobre a consciência dos/as cidadãos/ãs que frequentam mercados informais e também a dos/as vendedores/as ambulantes, com relação a sua utilização de plásticos de uso único, como os sacos de plástico e as garrafas de plástico.
A actividade foi realizada no dia 27 de Março durante cerca de quatro horas entre dois pontos locais: o Mercado do Mundial, em Cacuaco e o Mercado do Sequele, na centralidade do Sequele. Informação relevante foi recolhida dos/as vendedores/as, compradores/as e transeuntes que circulavam pelos mercados.
Muitos/as dos/as inquiridos/as confessaram deitar o lixo nas ruas por onde passam, nas valas e até mesmo na praia, tanto na areia como no mar. Muitos/as afirmaram que certos locais, especificamente alguns mercados, ruas e praias, nunca tiveram contentores, pelo que o descarte indevido de lixo sempre foi uma prática comum aos/às moradores/as de certas áreas. Muitas das pessoas inquiridas afirmaram que mesmo com a presença de contentores, o lixo sempre foi descartado na rua em qualquer lugar, vala, praia ou ainda é queimado em lixeiras ou montes de lixo a céu aberto.
Apesar desta informação ser chocante, infelizmente não é novidade.
A maioria dos/as inquiridos/as mostrou-se extremamente preocupada com a quantidade de lixo presente na praia e na rua, pelo que se pôde notar um interesse dos/as mesmos pelo/as projecto. Muitos/as afirmaram ainda que utilizariam sacos de pano como alternativa, caso os mesmos fossem comercializados em grande escala como os de plástico.
Sobre Angola Sem Plástico
O projecto é financiado pela União Europeia e implementado em colaboração com a EcoAngola.
Seguir a publicação do relatório na página do projecto Angola Sem Plástico.
Fonte: EcoAngola