Intervenção de S.E. o Embaixador da União Europeia, Federico Bianchi Abertura do Festival de Cinema Europeu em Bissau

Excelências Senhores Embaixadores de Portugal, de Espanha e de França, queridos colegas e amigos

Caros colegas do Corpo Diplomático,

Caros realizador Pedro Pinho, produtora Filipa Reis e respetiva equipa e elenco,

Senhoras e Senhores convidados, 

Caros parceiros e amigos,

 

Boa tarde,

É com grande alegria que vos dou as boas-vindas à Residência da União Europeia para a abertura de mais uma edição do Festival Europeu de Cinema em Bissau. Este é sempre um momento especial, em que celebramos não apenas o cinema europeu, mas também o poder da arte para nos aproximar — através da emoção, da imaginação e da partilha de experiências humanas universais.

O cinema é, talvez, uma das mais belas pontes entre os povos. Transcende fronteiras geográficas e linguísticas, convidando-nos a viver um pouco da vida do outro. Cada filme que vamos projetar ao longo dos dois próximos meses é uma janela aberta para diferentes culturas, sensibilidades e formas de olhar o mundo. E é através desse intercâmbio que a União Europeia reafirma o seu compromisso com o diálogo intercultural, o respeito pela diversidade e a valorização das expressões artísticas.

Neste ano em que comemoramos 50 anos das relações bilaterais entre a União Europeia e a Guiné-Bissau, olhando em retrospetiva podemos destacar que a cultura e as artes foram sempre uma parte crucial da nossa parceria, seja com iniciativas como a que hoje nos junta, seja através de grandes e bem-sucedidos programas como o PROCULTURA, que todos conhecem e apreciam. A nossa colaboração no setor da cultura é uma área em que vemos com clareza a natureza fraternal da nossa parceria de povo para povo, através da qual exploramos intercâmbios e sinergias e, juntos, fazemos mais e melhor.

 

Caros convidados,

Esta noite, iniciamos o festival com o filme “O Riso e a Faca”, uma obra que combina humor e reflexão com uma surpreendente leveza. Trata-se de um filme português, com uma costela brasileira, filmado na Guiné-Bissau e premiado em Cannes, não me aprece que pudsse haver melhor maneira de começar este filme. O “Riso e a Faca” é um filme que nos faz rir — e pensar. Ao explorar os limites do riso e da dor, da leveza e da gravidade, a obra mostra como o humor pode ser também um gesto político e um instrumento de compreensão mútua. “O Riso e a Faca” recorda-nos que, entre o sorriso e a lágrima, existe um espaço de humanidade que todos partilhamos e que a União Europeia defende sempre e em toda a parte.

O “Riso e a Faca” é um filme passado na Guiné-Bissau, no qual muitos de nós se irão rever, alguns literalmente pois temos entre nós parte do elenco. Temos ainda a honra de ter connosco o realizor, Pedro Pinho, e a produtora Filipa Reis, chegados há poucas horas de Lisboa, a quem quero agradecer pela disponibilidade para se associar a este Festival.

Permito-me ainda agradecer a um cojunto de pessoas e instituições sem as quais este Festival não teria sido possível. Destaco, em particular, as Embaixadas de Portugal, Espanha, França e do Brasil, bem como ao Camões – Centro Cultural Português, ao Centro Cultural Franco-Bissau-Guineense, ao Instituto Guimarães Rosa, à minha equipa da Delegação da União Europeia, à equipa do “Riso e a Faca”, à equipa do “Fogo no Lodo”, aos realizadores Flores Gomes e Sana Na N’Hada, à Apatia Silva, entre muitos outros  — a quem gostaria de expressar um sincero agradecimento pelo seu apoio, dedicação e entusiasmo, que tornaram possível esta edição do Festival Europeu de Cinema em Bissau.

Antes de passar a palavra ao Pedro, permitam-me desejar a todos uma excelente sessão e um par de meses repletos de descobertas cinematográficas inspiradoras. Que o cinema continue a unir-nos — não apenas como europeus e bissau-guineenses, mas como cidadãos do mundo.

Muito obrigado e boa sessão!