Fim à violência contra as mulheres, já!

25.11.2021

Há raparigas a cometer suicídio para evitar casamentos forçados – Mulheres e raparigas constituem 72 % das vítimas de tráfico de seres humanos – Violência baseada no género compromete a educação das raparigas. Estes são apenas algumas das razões por que temos de agir agora para pôr fim à violência de género. Hoje, no espírito do movimento #OrangeTheWorld, pintamos o mundo de laranja em solidariedade com as vítimas da violência, e a UE faz o balanço dos progressos realizados e dos desafios que nos esperam, um ano após a adoção do terceiro plano de ação em matéria de igualdade de género, que promove a igualdade de género e o empoderamento das mulheres em todos os domínios da ação externa da União Europeia.

 

https://twitter.com/EU_Commission/status/1463771937818087429

https://twitter.com/JosepBorrellF/status/1463774219418882052

Quase 1 em cada 3 mulheres é vítima de abusos ao longo da vida. Em tempos de crise, estes números aumentam, como se verificou durante a pandemia de COVID-19 e as recentes crises humanitárias, conflitos e catástrofes climáticas.

 

No último ano, assistimos também a acontecimentos preocupantes que ameaçam as mulheres e as raparigas em todo o mundo. Alguns exemplos:

  • Em março, o governo turco decidiu retirar-se da Convenção de Istambul. Não só na Turquia mas também no estrangeiro, as mulheres encheram as ruas em protesto.
  • Desde junho, os acontecimentos que se têm vindo a desenrolar no Afeganistão estão a ameaçar os direitos das mulheres e raparigas afegãs, muitas das quais continuam em risco devido à sua profissão, estudos, atividades e opiniões.
  • Na Etiópia, mais especificamente na região de Tigré, continua a não haver fim à vista para as atrocidades de violência sexual e a impunidade que lhes está associada.

 

Durante a pandemia de COVID-19, aumentaram os casos da "pandemia invisível" de violência doméstica, demonstrando que, para muitas mulheres e raparigas, a sua casa não é um lugar seguro. O abuso emocional é também um problema que não deve ser ignorado. Na Europa, 43 % das mulheres já sofreram algum tipo de comportamento psicologicamente abusivo e/ou controlador numa relação.

 

A ciberviolência baseada no género está igualmente a propagar-se com rapidez. É um fenómeno relativamente recente que é vivido por todas as mulheres, embora as mulheres com visibilidade na vida pública, como as jornalistas ou as políticas, sofram de ciberviolência baseada no género com uma frequência desproporcionada, o que pode afetar o processo democrático de tomada de decisões: elas não se atrevem a expressar opiniões políticas por medo de se tornarem alvos em linha.

 

"É possível fazer progressos e temos de continuar a trabalhar juntos incansavelmente para chegar mais longe."

 

https://twitter.com/JosepBorrellF/status/1463832302434373640

O Plano de Ação da UE em matéria de igualdade de género e empoderamento das mulheres na ação externa (GAP III) integra a perspetiva de género em todas as políticas e ações, fazendo face às causas estruturais da desigualdade entre homens e mulheres e da discriminação baseada no género, nomeadamente mobilizando de forma ativa os homens e os rapazes para pôr em causa normas e estereótipos de género. Assegurar a proteção contra todas as formas de violência baseada no género é um elemento central deste terceiro Plano de Ação em matéria de igualdade de género.

 

A UE dará continuidade aos seus esforços de combate à violência sexual e à violência de género em todo o mundo, inclusive em situações de fragilidade, de conflito e de emergência, por exemplo, através da iniciativa "Spotlight" da UE e da ONU (ligação externa) que já ajudou 650 mil mulheres e raparigas em todo o mundo e protegeu-as da violência ou impediu que fosse cometida violência contra elas, instruiu 880 mil homens e rapazes sobre temas como masculinidade positiva, resolução de conflitos sem recurso à violência e parentalidade e contribuiu para a assinatura ou o reforço de 84 leis ou políticas nacionais de combate à violência baseada no género.

 

"Vamos fazer com que a Europa e o resto do mundo se tornem lugares seguros para todas as mulheres e raparigas."

 

https://twitter.com/SanninoEU/status/1463837820431253514

https://twitter.com/eu_eeas/status/1463907834215612421

#OrangeTheWorld

Como aconteceu em anos anteriores, o Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres (ligação externa) deste ano dá o mote para 16 dias de ativismo que terminam a 10 de dezembro, data em que se assinala o Dia dos Direitos Humanos. Como gesto de apoio a esta iniciativa, vamos analisar 16 razões para agir agora para pôr fim à violência de género.

No espírito do tema deste ano, "Orange the World: End Violence against Women Now!" (Pintar o mundo de laranja: Fim à violência contra as mulheres, já!), o Edifício do SEAE e outros edifícios da UE em Bruxelas e em todo o mundo iluminam-se a cor de laranja, em solidariedade para com as vítimas de violência, assinalando o início da campanha #16Days (16 dias).

https://twitter.com/eu_eeas/status/1463892735471980550

https://twitter.com/eu_eeas/status/1463933926486032388

16 razões para agir agora para pôr fim à violência de género (#EndGBV)

Raras vezes os direitos das mulheres e das raparigas em todo o mundo foram tão postos à prova como tem acontecido no Afeganistão. Os mais recentes acontecimentos são motivo de enorme preocupação. A UE deixou claro que qualquer ajuda ao desenvolvimento a prestar por si ao Afeganistão no futuro dependerá do respeito pelo quadro jurídico internacional e pelas normas em matéria de direitos humanos, nomeadamente os direitos das mulheres e das raparigas. A UE está decidida e empenhada em continuar a apoiar as mulheres e raparigas do Afeganistão e em todo o mundo, mantendo-se fiel aos seus valores e convicções.

É pelas mulheres e raparigas do Afeganistão e de todo o mundo que temos de agir agora para pôr fim à violência de género (#EndGBV)

Mais informações no artigo de opinião conjunto de Josep Borrell e Jutta Urpilainen

 

Os países do Grupo dos cinco do Sael deparam-se com desafios socioeconómicos que poderiam ser resolvidos de forma efetiva se as mulheres e os homens tivessem acesso às mesmas oportunidades. As estatísticas mostram que no Sael persistem tradições e estereótipos de género discriminatórios. A região continua a apresentar as disparidades entre homens e mulheres mais acentuadas – com uma média de 31,9 %, abaixo da média continental de 48,4 %. A inclusão de mais mulheres como a tenente-coronel Fady nas forças armadas e de segurança e a todos os níveis aumentaria a probabilidade de a violência baseada no género ser combatida de forma mais adequada. Fady explica que é necessário um esforço contínuo de sensibilização para este assunto junto dos agentes que serão enviados para zonas de conflito. "As mulheres conseguem falar com muito mais pessoas do que os homens, porque conseguem chegar a outras mulheres. As pessoas das zonas rurais e de zonas em crise têm mais facilidade em falar com uma mulher do que com um homem."

É pelas mulheres do Sael, como Fady, que temos de agir agora para pôr fim à violência de género (#EndGBV)

Mais informações sobre a forma como mais mulheres nas Forças Armadas podem fazer a diferença na luta contra a violência de género no Sael

 

Fady, a rapariga forte, orgulhosa das suas raízes de Tombuctu, que conseguiu tornar-se oficial do exército, mãe, sobrevivente e que defende de forma positiva e otimista o empoderamento das mulheres nas forças de segurança do Sael.

 

https://twitter.com/EUSec_Defence/status/1463771939055489026

Há várias razões para pôr fim à violência contra as mulheres. Fique atento à nossa campanha que destaca as 16 razões para agir agora para pôr fim à violência de género (#EndGBV).

Siga a sequência abaixo ao longo dos próximos 16 dias (#16Days)!

https://twitter.com/eu_eeas/status/1463938535782699032

 

 


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