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Corpo Médico Europeu na sua primeira missão em Angola

11.05.2016
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A Delegação da União Europeia em Angola comunica que, no contexto do surto de febre-amarela em curso na República de Angola, está a decorrer uma missão da União Europeia composta por uma equipa de peritos médicos com o objetivo de promover uma melhor compreensão do surto, avaliar as implicações para a Europa, e analisar a possibilidade de um maior apoio especializado para o país.

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Peritos de três Estados-Membros da UE (Alemanha, Portugal e Bélgica), a Comissão Europeia e o Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças, estão em Angola para o primeiro destacamento de uma equipa europeia de saúde pública ao abrigo do Corpo Médico Europeu (EMC), lançado em fevereiro deste ano. A EMC permite que equipas e equipamentos dos Estados-Membros da União Europeia possam intervir rapidamente para fornecer assistência médica e especialização em matéria de saúde pública dentro e fora da UE.

«Em fevereiro, foi inaugurado o Corpo Médico Europeu para poder reagir melhor às grandes emergências de saúde. Atualmente, estamos a destacar uma primeira equipa de peritos na área da saúde pública. Estas ações complementarão os esforços desenvolvidos pelo Governo angolano e serão desenvolvidas em estreita colaboração com a Organização Mundial da Saúde e outros parceiros internacionais no terreno, para lidar com o surto de febre-amarela. Juntos, podemos compreender e deter melhor e mais rapidamente o surto» declarou o Comissário Europeu responsável pela Ajuda Humanitária e Gestão de Crises, Christos Stylianides.

O aparecimento do vírus da febre-amarela em Angola começou na capital Luanda em dezembro de 2015, mas rapidamente se propagou a outros municípios e províncias. Até à data, foram identificados mais de 2000 casos suspeitos, incluindo 260 mortes. Foram igualmente registados casos importados na China, Quénia, República Democrática do Congo e a Mauritânia.

Desde a deteção de casos, iniciou-se uma campanha de vacinação em larga escala com vista a vacinação de 6,7 milhões de pessoas.

A equipa de peritos médicos tem como objetivo promover uma melhor compreensão da epidemiologia da doença, avaliar os riscos de propagação regional e internacional, as implicações para a Europa e para os europeus que viajam na região, e analisar formas de transferir conhecimentos mais especializados para Angola, nos seus esforços de atenuação.

A Missão terá uma duração de cerca de duas semanas e será implementada em estreita coordenação com o Governo de Angola e à Organização Mundial da Saúde.


Contexto


A febre-amarela é uma grave doença hemorrágica viral transmitida por mosquitos infetados. Caracteriza-se por febre, dores musculares, dores de cabeça, dores de costas proeminentes, arrepios, perda de apetite, náuseas e vómitos. Um foco pode tornar-se uma epidemia mais grave se a infeção for transportada para uma zona com pessoas não vacinadas. Dois anteriores surtos de febre-amarela foram documentados em Angola: um em 1971 e outro em 1988.

Através do Corpo Médico Europeu (EMC), os Estados-Membros da UE e outros países europeus participantes no sistema podem ter equipas médicas e os meios disponíveis para um destacamento rápido numa situação de emergência. O corpo médico de emergência pode incluir equipas médicas, peritos em coordenação e saúde pública, planos de evacuação médica, laboratórios de biossegurança e equipas de apoio logístico.

A EMC faz parte da Capacidade Europeia de Resposta de Emergências (também conhecido como reserva voluntária), criado no âmbito do mecanismo de proteção civil da UE.

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