A União Europeia e a Oxfam lançam o "Rai Matak" (Terras Verdes): A agricultura de carbono em benefício das gerações futuras em Timor-Leste.
A iniciativa financiada pela UE ajudará a reduzir as emissões de carbono que contribuem para as alterações climáticas, proporcionará um rendimento a 2 000 arboricultores e apoiará o desenvolvimento de uma nova economia verde.
Díli, 10 de Junho de 2020 - Foi hoje anunciada em Díli uma iniciativa inovadora e certificada a nível internacional, que permitirá a centenas de agricultores de Timor-Leste plantarem e criarem florestas produtivas em terras desflorestadas.
A Rai Matak, que tem um orçamento de 3 milhões de dólares e faz parte do programa Global Climate Change Alliance + (GCCA+), financiado pela União Europeia. A GCCA+ ajuda as comunidades rurais a adaptarem-se às realidades das alterações climáticas. A primeira iniciativa no domínio da agricultura de carbono a ser apoiada pela UE em Timor-Leste será implementada pela Oxfam, em parceria com a Fundação Xpand e Ho Musan Ida, uma empresa social timorense sediada em Baguia, Baucau.
O objetivo do programa é reforçar as economias das aldeias e combater a degradação ambiental através do vínculo da agro-florestação ao comércio de carbono certificado internacionalmente. O programa baseia-se na experiência bem-sucedida da agricultura de carbono em Baguia, no Município de Baucau que disponibiliza know-how e financiamento às comunidades rurais interessadas que preencham determinados critérios em Timor-Leste.
A iniciativa resultará em 400.000 árvores viáveis com um armazenamento (sequestration) de até 400.000 toneladas de carbono. Isto terá um impacto económico direto positivo em 2 000 agricultores e 6 000 a 10 000 membros da família.
Os agricultores que participam no Rai Matak receberão um pagamento anual pela plantação e manutenção de árvores nas suas terras privadas. Isto ajudará a restaurar a biodiversidade e a remover o carbono da atmosfera. O programa Rai Matak trabalhará com os agricultores para calcular o carbono armazenado pelas suas árvores e venderá o carbono armazenado nos mercados internacionais de carbono.
Os pagamentos anuais aos agricultores de Timor-Leste pela plantação e manutenção de árvores reforçarão as economias locais e assegurarão o crescimento sustentável.
"Tenho orgulho em lançar hoje o Rai Matak. Esta iniciativa de economia verde reduzirá as emissões de carbono que conduzem às alterações climáticas, trará rendimentos aos agricultores timorenses, reflorestará áreas ambientalmente degradadas e ajudará as comunidades rurais a prosperar. A iniciativa é coerente com o Acordo Verde Europeu - a própria estratégia de crescimento da UE que dissocia o crescimento económico da utilização de recursos e visa a não-emissão líquida de gases com efeito de estufa até 2050", afirmou o Embaixador da União Europeia em Timor-Leste, Andrew Jacobs.
"A agricultura de carbono é vantajosa para todos em Timor-Leste. Tem potencial para aumentar o rendimento anual de um agricultor e facilitar o desenvolvimento económico local, além de trazer grandes benefícios para o solo e para o ambiente e melhorias na segurança alimentar", afirmou Kathy Richards, diretora nacional da Oxfam em Timor-Leste.
O Acordo de Paris sobre o Clima entra em vigor em novembro 2020 e seu preço já está a ser tido em conta nos modelos empresariais e financeiros de muitos países e empresas. A agro-florestação comunitária em Timor-Leste pode aproveitar esta oportunidade de mercado", disse Andrew Mahar, CEO da Fundação xpand.
O projeto vai também apoiar a criação de uma Fundação Nacional do Carbono em Timor. Esta Fundação vai trabalhar com o Governo, o sector não governamental e o sector privado em Timor-Leste para construir um mercado seguro e robusto de agricultura de carbono, ajudando Timor-Leste a obter a Certificação Gold Standard das áreas florestais.
A Fundação Ho Musan Ida Country Manager Leopoldina Guteress afirma que os arboricultores de Baguia têm vindo a obter rendimentos da produção de carbono há dez anos e estão entusiasmados em ajudar outras comunidades em Timor-Leste a implementar o programa Rai Matak e a construir relações fortes, duradouras e positivas para beneficiar as gerações futuras.
The initiative aims to support four communities to plant forest trees on degraded land. These communities will be selected after extensive remote satellite sensing mapping to ensure the eligible planting areas meet international carbon farming standards and local stakeholder consultations. Over the four years of the project it is intended to plant three million trees of which it is estimated that 400,000 will be viable (survive). Over their 30 year life these will sequester (store) more than 400,000 tonnes of CO2e. Based on current International carbon market pricing of $18 per CO2e will deliver $7.2m into these communities. Work will be done through the Timor Carbon Foundation to link other forestry initiatives into this model thereby delivering a significantly higher returns into subsistence agriculture communities.